sexta-feira, 3 de maio de 2019

BELLA E A FERA - 1° PARTE



Isabella Terence Vasconcelos, para os íntimos “Bella.”.
Bella era filha de um grande Lorde, dono de um grande vinhedo um dos maiores da região, sua casa ficava em uma fazenda aos redores da Capital, onde vivia os principais clientes do seu pai. Ele era amado e querido por muitos, isso contribuiu para se aproximar os interesseiros da região, assim como o olhar de Berenice Terence uma linda jovem ambiciosa filha de um poderoso aristocrata da região, conhecido por suas extravagancias e assim cresceu Berenice, com as mesmas extravagancias e como não queria perder todo o luxo e boa vida que estava acostumada, tratou de seduzir o Jovem Lorde, já que sua família estava à beira da falência. 
Após um casamento suntuoso, onde todos os nomes poderosos da região estavam presentes, Berenice foi morar na fazendo com seu marido, logo a simples casa de fazenda virou um pequeno palácio, cheia de empregados e as mais belas obras de artes vinda de varias partes do mundo, lorde Vasconcelos não poupava esforços para agradar a jovem e linda esposa.  Como Berenice não queria perder seu reinado e aconselhada pelo pai resolveu logo engravidar e dar herdeiros para o seu marido então nasceu Pedro Terence Vasconcelos, nada mais providencial que o primogênito homem, logo depois veio Victória Terence de Vasconcelos e a caçula Bella, a favorita de seu pai, seguia seus passos incansavelmente, aprendeu a cavalgar cedo, conhecia mais de vinho que muitos da região, seu pai era seu herói. Mas era odiada pela mãe, ela não entendia bem porque, mas nada que fazia agradava sua mãe, apesar de que ela deixava claro que o seu favorito era Pedro o seu pequeno tesouro, o macho e herdeiro por direito ao título do pai. Com um bom casamento aumentaria muito a fortuna da família.
Mas aos exatos doze anos de vida de Bella a peste assolou toda aquela região seu pai não conseguiu sobreviver, depois de semanas de agonia seu pai veio a falecer, era como se tivessem arrancado uma parte do coração de Bella, após a morte de seu pai  tudo foi se arruinando, sua mãe não entendia nada de vinhos muito menos como administrar um vinhedo o seu precioso filho muito menos, tudo que sabia era como se deitar com as filhas dos empregados do vinhedo. Com tantos exageros, dividas acumuladas e os gritos incessantes de Victória porque não poderia comprar mais seus vestidos caros e suas joias todas feitas com exclusividade foi o ponto auge da loucura de Berenice que se casou novamente com um forasteiro banqueiro que comprou o vinhedo e tudo o mais que tinha dentro dela.  Bella chorou e implorou para que a mãe não fizesse aquilo era o legado e paixão de seu pai. Por vezes Bella disso que sabia como administrar os negócios do pai, que conhecia todos os clientes e fornecedores que poderia renegociar, mas o que uma jovem de 14 anos poderia fazer... Sua mãe foi irredutível, se casou e deixou que seu novo marido administrasse tudo, já que o filho que teria que fazer isso com 19 anos não sábia nem abotoar as próximas camisas, Victória apenas sonhava em achar um marido tão rico quanto ao seu pai e sair daquele inferno e ter o seu próprio palácio e não precisar mais competir com sua mãe, joias e vestidos. Bella se enfiava cada vez mais na biblioteca do pai, Lorde Vasconcelos acumulou vários livros de suas viagens pelo mundo, era seu passatempo favorito, outra coisa que adorava fazer era cavalgar entre os vinhedos de seu pai, agora não tinha a mesma cara, nem as uvas tinha o mesmo sabor, ninguém sabia como cultivar aquelas terras como seu pai, o vinho não tinha o mesmo sabor.

Com os anos o casamento de sua mãe não era nem um conto de fadas, seu atual esposo, não se iludia com sua beleza ou voz doce, apesar de que a beleza de sua mãe não era mais a mesma.
Isabella foi crescendo e tomando formas de mulher, já no auge de seus dezesseis anos, com seios empinados a face delicada de um anjo, cabelos cacheados, mas, sempre presos, curvas de dar inveja, como sua mãe na juventude. Isso fez com que os olhos de seu padrasto se arrastassem para ela, era nojento e horrendo ver aqueles olhos verdes sem vida olhando para ela, fora que ele facilmente poderia ser o avô dela, mas isso não impediu que ele a desejasse. Ainda mais agora que se encontrava praticamente sozinha na fazenda, seu irmão se tornou um boêmio inconsequente, sua irmã estava para ficar noiva de um rico e jovem aristocrata, herdeiro de um grande fazendeiro e dono de vários comércios e lojas da capital. Todos de certa forma estavam realizados menos a pequena Bella, mesmo contando para sua mãe como o padrasto a encarava a mãe não ligava, ela apenas dizia se ela queria continuar ali e tendo a vida que tinha era melhor fazer o que o padrasto queria.
Horrorizada com as palavras da mãe, Bella correu para seu quarto chorando aos prantos, sem saber o que fazer como ela queria o seu pai ali novamente para protegê-la e afagar os seus cabelos, mas tudo que ela tinha era a língua quente e a baba de Polly, sua cadelinha, que ganhara de presente de um dos antigos amigos se seu pai. Bella estava sozinha e com medo, nada podia fazer ou achava que não podia.
Passado algumas noites, o padrasto de Bella deu um baile na casa principal da fazenda em comemoração ao um grande negocio que tinha fechado, todos bebiam e riam muito, Bella não queria participar daquilo, inventou que estava indisposta que ficaria quieta em seu quarto, Berenice até achou melhor, assim não teria que explicar muita coisa. Mas o pior ainda estava por vim, chovia muito naquela noite o prenuncio do inverno que não demoraria a chegar. Deitada em sua cama lendo um dos livros de seu pai, com a pequena Polly a lamber seus pés, um grande vulto horrendo arrentou a porta de seu quarto, era seu padrasto bêbado como ela nunca havia visto antes.
“É hora dessa "pilantrinha" pagar por toda vida boa que eu dou para ela” disse o padrasto banqueiro arrancando os cintos da sua calça. Bella estava assustada e sem reação.
“Como se atreve a entrar dessa maneira em meu quarto?” “Sai daqui agora ou vou chamar a minha mãe.” Bella começou a gritar pela mãe desesperadamente, por alguém para poder ajuda-la, mas ninguém aparecia, todos estavam inertes aos apelos daquela pobre criança, e mais aquele homem horrendo cambaleando de bêbado sobre ela, Bella tentava lutar de todas as formas, mas ele era bem maior e mais forte, quando tudo parecia perdido sua mãe apareceu na porta olhando aquela cena grotesca, aquele homem já estava com as calças no joelho se projetando para cima de Bella.
Bella deu um berro bem forte em socorro a sua mãe, mas tudo que ouviu foi “Ele cuida de nós agora, faça tudo que ele quiser” e a porta se fechou em um estalo forte, as lagrimas corria pelo rosto de Bella, o desespero e o ódio corriam pelo seu corpo, sua cadela latia desesperada, mas nada também podia fazer. Com muita dificuldade Bella agarrou a jarra de aguá sobre a mesinha perto da sua cama e com toda força que tinha arremessou contra a cabeça daquele bêbado safado. Onde ela conseguiu se esquivar para fugir, tudo que Bella conseguiu pegar foi à pequena Polly no colo para fugir, enquanto o homem cambaleava de dor e com a cabeça sangrando, mesmo de pijama ela saiu correndo corredores a fora gritando socorro, mas ninguém vinha ninguém ouvia ou fingia que não ouvia, Bella desceu as escadas correndo em direção à cozinha, onde encontrou alguns empregados da fazendo a um canto chorando.
“Vocês não me ouviram?” “Aquele homem tentou me atacar”, o desespero era evidente no rosto da menina, mas ninguém ousava falar nada. Apenas olhavam para ela.
“Porque vocês não me ajudaram?”
 “Foram ordens da senhora vossa mãe” "Ela falou que independente do que ouvíssemos, não era para fazermos absolutamente nada ou perderíamos o nosso emprego”.
Bella incrédula com aquilo tudo e pior saber que sua mãe permitiu que um absurdo daqueles pudesse ser feito com ela. “Preciso ir embora daqui”. Sua mente trabalhava em uma velocidade muito grande, mas os gritos de seu padrasto ecoaram pelas paredes da casa, até chegar à cozinha.
“Sua vagabunda! Onde pensa que vai? Você é minha” “Sua mãe prometeu”.
“Eu jamais serei sua, seu cão do inferno”.

O banqueiro velho se jogou novamente para cima da jovem Bella e os empregados sem nada fazer, então mais uma vez  Bella teve que se defender sozinha, pegou um tacho quente que estava sobre o fogão e desferiu um golpe certeiro bem na cara do homem, ele não sabia o que doía mais, se era a dor do nariz quebrado ou a ardência da metade da cara queimada. Mas isso deu tempo para que a jovem Bella corresse para o estabulo e pegasse seu cavalo para fugir dali e sem olhar para trás...
Mesmo debaixo daquela tormenta e apenas vestida com um simples pijama, tudo que ela queria era fugir dali e si possível nunca mais voltar. Carregando a pequena cadela com uma das mãos e segurando as rédeas com a outra ela cavalgou enquanto pode! Por sorte um dos mais fieis empregados do seu pai morava próximo à fazenda, onde Bella poderia se abrigar pelo menos aquela noite e pensar no que fazer.
Já na porta da casa, Bella grita por socorro e a pequena Dora que veio atender a porta a filha do meio do empregado.
“Por favor, os seus pais estão em casa? Preciso muito de ajuda”.  Implorou Bella.
“Eles estão sim, minha senhora, pode entrar!”
“Muito Obrigada”
A casa era simples mais confortável e estava bem quente, quando Maria viu o estado da pobre menina, ela deu um urro de espanto e arregalou os olhos.
“Vale-me deus!” “O que houve com você pobre criança?”.
“Meu padrasto...” As palavras eram difíceis para Bella naquele momento. “O marido da minha mãe tentou molestar-me e eu fugi” “preciso de um lugar para ficar ao menos essa noite”
“É claro que pode ficar minha criança!” A voz de Maria era doce e suave, como a voz de uma mãe deve ser.
“Como assim ela pode ficar? Ficou louca mulher, se os patrões descobre que ela está aqui, manda nós matar!”
“Meu querido marido, você ouviu o que ela disse? Eu sabia que aquele homem não valia nada!”
“Eu ouvi, mas mesmo assim... Sinto muito senhora Bella, mas não podemos ajudar.”
“Pelo Menos essa noite, eu imploro, juro que irei embora assim que o dia raiar”.
Com certa relutância o empregado do seu pai deixou Bella ficar, por pena da menina e pela dedicação que sempre teve com o Lorde dos vinhedos.
Maria pegou roupas secas e ajudou a jovem se trocar, preparou uma sopa quente e uma cama macia para a jovem descansar, até a pequena Polly recebeu um canto aconchegante para descansar.  
No outro dia cedo Bella pediu para que Maria sorrateiramente pegasse algumas coisas dela em seu quarto, como roupas e algumas de suas joias para poder fugir. Seu coração doeu muito ao ter que deixar o vinhedo, sua grande paixão.
Mas precisava, não teria como ela ficar lá depois do que tinha acontecido, ela escapou por sorte, jamais deixaria aquele homem horrendo encostar em um só fio de cabelo dela.
Bella jurou para si mesma que um dia voltaria e compraria o vinhedo e expulsar todos de lá!

Mulher Maravilha

Corpo e mente exaustos, não há Mulher Maravilha que dê conta!  Mas sigo firme, sonhado no dia  que poderei aposentar a armadura, desca...